3 mitos sobre Medicina de Emergência

Especialidade permite expedientes mais flexíveis e remunerações já chegam a quase R$ 7 mil

Por ser “relativamente” nova e também por falta de um conhecimento mais aprofundado sobre a especialidade, a Medicina de Emergência ainda sofre com com concepções equivocadas tanto de médicos como dos demais profissionais da área da Saúde.

Para trazer mais conhecimento sobre a área, a EME Doctors listou três mitos sobre a especialidade que precisamos desmistificar. Confira:

1 – “Médico desta área só vive de plantão”
Os emergencistas também podem atuar como chefes de plantão médico, administradores hospitalares e coordenadores de setor. Cabe aos novos especialistas mudarem a cultura dos departamentos de emergência do país, reforçando a importância da sua qualificação e tornando o ambiente mais leve a partir de uma nova organização estrutural.

Em países como os Estados Unidos, com a consolidação da especialidade, já existem jornadas de trabalho de 6 ou 8 horas diárias. Isso permite aos profissionais que foquem num segundo emprego, sua clínica particular, projetos pessoais ou apenas descansem. No Brasil, esta ainda não é a realidade, por isso a disseminação da especialidade e seus benefícios tanto para os profissionais, pacientes e gestores de hospitais é tão importante. Mesmo assim, não podemos estabelecer que trabalhar em plantão é algo ruim. Tem profissionais que preferem. Além do mais, plantões organizados será uma realidade em locais onde existir cada vez mais especialistas em Medicina de Emergência.

2 – “O salário de emergencista é ruim”

Uma pesquisa salarial do site de empregos Catho aponta que no Brasil a remuneração salarial de um médico emergencista já chega a R$ 6.863,96. A quantia mensal representa um terço do salário mais alto das especialidades médicas: o cirurgião plástico, que recebe R$ 18.564,06. Isso não significa que não há perspectiva para melhores remunerações e muitas questões influenciam nisso. Uma delas, sem dúvida, é os gestores vivenciarem a redução de custos e aumento de produtividade que um especialista traz para os hospitais a partir de tomadas de decisão mais rápidas e certeiras. Ele também é capaz de fazer atendimentos relacionados a outras áreas estabilizando quadros – “substituindo” o contato inicial de outros profissionais – e fazer encaminhamentos adequados.

Além do mais, a própria qualificação profissional reflete em salários maiores. Médicos com especializações, indo além da graduação, possuem mais espaço no mercado. Segundo o estudo da Catho, a média salarial é de R$ 8.690,91 para quaisquer pós-graduados e especialistas.

3 – “Todo mundo pode trabalhar nesta área”

Aqui está outro equívoco quando o assunto é a Medicina em Emergência. Um emergencista é aquele que se submete a programa de residência ou especialização na área, capaz de comprovar titulação. Além disso, é o especialista quem possui experiência técnica assistencial para trazer cuidados a pacientes – independentemente da complexidade do caso – e tem conhecimento sobre gestão de serviços de emergência. Isso o difere, por exemplo, de um clínico, que prioriza o diagnóstico ao tratamento. Anos de experiência e uma formação o capacitam para o momento certo de agir e como fazer isso.

A EME Doctors se destaca no mercado catarinense com a oferta de uma pós-graduação em Medicina de Emergência. O curso possui 12 módulos e está sob coordenação do Dr. Gustavo Deboni da Silva, médico emergencista. A qualificação é reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC), dá certificação internacional e estuda neurointensivismo, emergências clínicas e cirúrgicas, entre outros.

Ficou interessado pela área? Para saber mais, nos envie uma mensagem ou clique aqui.

Como já falamos aqui na seção Trends, a Medicina de Emergência está em ascensão no mundo. Médicos têm procurado formação técnica para qualificar a assistência em situações imprevistas nos prontos-socorros e Unidades de Pronto Atendimento. O especialista é capaz de reconhecer afecções agudas e implementar os protocolos necessários, fazer gerenciamento administrativo, além de procedimentos normalmente realizados por outros profissionais, como suturas de ferimentos superficiais, bloqueios anestésicos e suportes ventilatórios invasivos ou não.

https://www.catho.com.br/profissoes/medico-emergencista/trilha-de-carreira
https://www.sanarmed.com/5-mitos-medicina-emergencia-residente-usp-colunistas
https://www.catho.com.br/carreira-sucesso/salarios/salario-de-medico-emergencista/
http://medicinadeemergencia.org/
https://exame.abril.com.br/ciencia/os-15-maiores-salarios-na-area-medica/
http://medicinadeemergencia.org/?page_id=127