7 profissionais que precisam saber salvar vidas

Estudos mostram que chega a 98% a taxa de sobrevivência de pessoas que sofrem parada cardíaca quando são socorridas nos primeiros instantes por quem estiver mais perto.

Quando o coração de alguém para, um relógio invisível e cruel começa a tiquetaquear. A cada minuto sem socorro, a vítima perde em média 10% das suas chances de sobreviver. Por outro lado, se a pessoa mais próxima inicia uma Reanimação Cardiopulmonar (RCP) ou usa um Desfibrilador Externo Automático (DEA), a taxa de sobrevivência das vítimas pode chegar a 98%. Ou seja: conhecer o básico de primeiros socorros pode transformar uma pessoa comum em alguém capaz de salvar vidas.

É pensando nesses dados que o centro de treinamento médico Exponential Medical Education (EME Doctors) traz para Balneário Camboriú o Curso de Primeiros Socorros e Reanimação Cardiopulmonar do Salva Corações®, voltado para o público geral. “A proposta é preparar qualquer pessoa para atuar no primeiro e crucial atendimento em situações de emergência, aumentando a sua capacidade de salvar vidas”, explica o médico emergencista e cirurgião-geral, Dr. Gustavo Deboni, diretor executivo da EME Doctors.

Ao longo de seus anos de experiência como médico emergencista, Dr. Deboni observou diversas situações em que vítimas de paradas cardíacas poderiam ter sido salvas antes de o serviço de emergência chegar, caso estivessem próximas de pessoas com esse conhecimento. Com base nisso, ele lista cinco profissões para as quais considera imprescindível aprender noções de primeiros socorros e RCP. Confira:

  1. Professores e outros profissionais que trabalham em escolas

O menino Lucas Begalli tinha apenas 10 anos quando sofreu asfixia após engasgar com o lanche em uma excursão escolar. Uma UTI móvel o transferiu para o hospital e ele sofreu sete paradas cardíacas em 50 minutos de tentativas de ressuscitação. Acabou falecendo, mas o entendimento geral é que, se houvesse tentativas de reanimá-lo antes da chegada da UTI móvel, talvez ele ainda estivesse vivo.

A história de Lucas e a luta de sua mãe, Alessandra Begalli, deram origem à Lei 13.722/18, a chamada Lei Lucas, que foi sancionada no dia 4 de outubro de 2018. Ela obriga as instituições de ensino do País a capacitarem seus professores e demais funcionários em noções básicas de primeiros socorros.

“As famílias e toda a sociedade esperam das escolas que ofereçam um ambiente seguro, garantindo o bem-estar físico e mental dos estudantes, para que possam desenvolver suas potencialidades e retornar para suas casas ao final do dia. Os profissionais da Educação que têm as habilidades e saberes necessários para contribuir com isso são aqueles que realmente podem fazer a diferença na sua comunidade”, defende Dr. Deboni.

  1. Chefs de cozinha, maîtres e garçons

Engasgar é um risco a que todos estamos sujeitos durante uma refeição. Por isso, restaurantes, bares e lanchonetes são lugares em que a qualquer momento alguém pode sofrer asfixia mecânica – quando a comida ou líquido bloqueia a passagem de ar, desencadeando uma parada cardíaca.

Essas fatalidades são semelhantes à que tirou a vida do menino Lucas e a solução para salvar a vida da vítima é a mesma: socorro imediato. Por isso, contar com profissionais preparados para lidar com essas emergências pode ser um grande diferencial para os estabelecimentos do ramo.

  1. Educadores físicos, personal trainers e treinadores de atletas de performance

Uma pesquisa da Universidade Makenzie (2015) avaliou o desempenho de Educadores Físicos que trabalham em academias no que se refere ao pronto-atendimento em situações de emergência, como na parada cardiorrespiratória.

Após avaliar os conhecimentos teóricos e o desempenho prático desses profissionais, os pesquisadores constataram a necessidade de buscarem atualização constante nos protocolos mais atuais de salvamento – já que em seu ambiente de trabalho lidam com pessoas que podem sofrer um mal súbito durante a prática da atividade física.

Em média, um a três em cada 100.000 atletas jovens considerados saudáveis desenvolvem alguma anormalidade cardíaca de início súbito que fazem seu coração parar durante a prática de exercícios físicos. Homens são atingidos 10 vezes mais do que mulheres. Entre os fatores que podem desencadear parada súbita durante o exercício estão asma, insolação e uso de medicamentos que aumentam o desempenho (ou outras drogas).

  1. Cuidadores de idosos

Quem mais morre em decorrência de parada cardíaca são os idosos acima dos 65 anos. O dado é da American Heart Association (AHA) e serviu de mote para uma pesquisa publicada em 2011 na revista Fap Ciência. Os pesquisadores analisaram o conhecimento de cuidadores de idosos sobre técnicas de primeiros socorros e reanimação cardiopulmonar, mas constataram que os profissionais avaliados não tinham conhecimento suficiente para empregar o Suporte Básico à Vida (SBV) das pessoas de que cuidavam.

A conclusão, porém, não foi inteiramente ruim: todos os entrevistados passaram por um treinamento e, após as aulas, os pesquisadores perceberam que o aprendizado foi significativo, independentemente do nível de escolaridade dos cuidadores de idosos treinados. Todos aprenderam o suficiente para conseguir desempenhar melhor o seu trabalho.

  1. Recepcionistas, secretários, balconistas e vendedores

Todo local com grande circulação de pessoas apresenta risco maior de, em algum momento, alguém precisar ser socorrido de alguma emergência. Imagine um cliente na recepção de qualquer empresa ou comércio aguardando por atendimento. Se ele sofrer uma parada cardíaca ali, é possível que o recepcionista, o secretário, o caixa ou o vendedor seja a pessoa mais próxima. Nesses casos, vai caber a ele prestar o primeiro atendimento.

“Talvez muitos comerciantes nunca pensaram nisso, mas ter uma equipe preparada em primeiros socorros no atendimento ao público pode ser crucial para a sobrevivência do negócio. Não apenas pelo risco jurídico que o despreparo dos funcionários pode acarretar, mas também para a moral de toda a equipe, que pode nunca mais ser a mesma após presenciar uma fatalidade sem conseguir fazer nada para evitá-la”, comenta Dr. Deboni.

  1. Dentistas

Dentro de um consultório de saúde ou de uma clínica, durante a realização de procedimentos odontológicos, a parada cardiorrespiratória é a principal e mais grave manifestação de urgência que pode ocorrer com um paciente. Ela pode ser desencadeada por diversos fatores, como idade avançada, estresse, medo, reações alérgicas, distúrbios respiratórios, diabetes e epilepsia.

Por isso é consenso geral que todos os profissionais da saúde devem estar aptos e seguros para prestar os primeiros socorros diante de uma emergência que possa vir a acontecer em sua clínica.

  1. [Bônus] Pais, mães e responsáveis legais

Dizem que ter filhos é como passar o resto da vida com o coração fora do corpo. Cada vez mais as mães, os pais ou outros responsáveis legais por crianças e adolescentes buscam conhecimento para lidar com os desafios de criar uma pessoa para a vida. No entanto, aprender a prestar primeiros socorros e a performar RCP muitas vezes não passa pela cabeça dos pais.

Se o seu principal objetivo com os filhos é manter batendo o coração que carrega fora do corpo, então a capacitação mais importante é em Primeiros Socorros e Reanimação Cardiopulmonar. Afinal, por mais amoroso que seja um lar, a casa é um local cheio de armadilhas para crianças (panelas no fogo, tomadas, piscinas…). E você nem sempre vai conseguir eliminar todos os riscos. Melhor estar pronto para agir caso uma emergência aconteça.

Quero aprender a salvar vidas

O Curso de Primeiros Socorros e Reanimação Cardiopulmonar do Salva Corações® para pessoas de qualquer área, oferecido pela EME Doctors, tem turmas abertas para os treinamentos que serão oferecidos no dia 9 de fevereiro – no Centro American Heart Association (AHA/SC), localizado no bloco 3 da Uniavan, em Balneário Camboriú.

O treinamento ensina a lidar com emergências de primeiros socorros, como asfixia e ataque cardíaco, até que o serviço médico de emergência chegue. Também serão ensinadas técnicas para tratar emergências como sangramentos, fraturas ósseas, choques, mordidas e picadas, intoxicações, reações alérgicas, hiperglicemia, entre outras.

Quem fizer o curso aprende, ainda, a usar o Desfibrilador Automático Externo (DAE/DEA), um aparelho eletrônico portátil que diagnostica automaticamente problemas nos batimentos do coração e é capaz de tratá-los por meio da desfibrilação (descarga elétrica), que recupera o ritmo normal do coração ou o faz voltar a bater, em caso de parada cardíaca.

O investimento para ter acesso ao treinamento para salvar vidas é de R$ 300,00 e as inscrições devem ser feitas diretamente no site do EME Doctors, através do link http://emedoctors.rds.land/salva-coracoes. Ao final do curso, os aprovados recebem um cartão internacional com validade de 2 anos, com a certificação oficial da American Heart Association (AHA).