Entenda como a Saúde 4.0 vai revolucionar a medicina atual

Internet das coisas, blockchain e telemedicina são utilizados para qualificar atendimentos de saúde e arquivo de informações dos pacientes ao longo da vida

Se você é um profissional que busca se atualizar sobre os avanços tecnológicos no mundo, de maneira geral, já deve ter ouvido falar ou lido sobre a Quarta Revolução Industrial, ou Indústria 4.0. Essa expressão criada pelo alemão Klaus Schwab, fundador do Fórum Econômico Mundial, define um novo período dentro do contexto das grandes revoluções industriais que permitirá a fusão do mundo físico, digital e biológico por meio de um conjunto de tecnologias. Entre elas, a Inteligência Artificial (IA), a Internet das Coisas (IoT), a Biologia Sintética e os Sistemas Ciber Físicos (CPS), por exemplo.

Mas, o que isso tem a ver com a Medicina ou com a área da Saúde?

Tudo. O uso destas tecnologias propiciará a oferta de serviços mais modernos e com resultados mais assertivos para os pacientes, deixando de lado técnicas ultrapassadas. Várias startups ao redor do mundo já estão apostando neste conjunto de tecnologias criando soluções que revolucionam a maneira de pensar e fazer Medicina.

Por isso, a EME Doctors, que pretende criar um curso de tecnologias para capacitar os profissionais para essas mudanças evitando que relutem à implantação das alternativas tecnológicas na rotina médica, separou conceitos e exemplos de como a Saúde 4.0 vai revolucionar a rotina em um futuro muito próximo.

01 – Internet das coisas – IoT
É a possibilidade de conectar objetos físicos do nosso cotidiano à internet para que realizem uma ação determinada. Os carros autônomos são um exemplo da IoT já que ao estarem conectados uns aos outros conseguem, entre outras coisas, definir velocidade e trajeto e, assim, o momento de passar por um cruzamento sem colidir com outro veículo.

Na área da Saúde, por exemplo, um vaso sanitário será capaz de analisar a urina de um paciente com diabetes e ao estar conectado em rede a outros aparelhos de uma casa poderá alertá-lo sobre o nível glicêmico no momento em que for abrir a geladeira. De maneira geral, as possibilidades são imensas ao usar a tecnologia IoT para unir as informações da rotina cotidiana de um paciente aos seus exames laboratoriais qualificando o diagnóstico e ajudando na prevenção de doenças.

02 – Big Data
De maneira resumida, Big Data é uma área do conhecimento que estuda como tratar, analisar e obter informações a partir de conjuntos de dados grandes demais para serem analisados por sistemas tradicionais.
Na área da Saúde 4.0, ele permitirá não apenas o arquivamento de todo o histórico médico de um paciente – exames laboratoriais e de imagem, histórico de internações, prontuário e vacinações, por exemplo – mas uma análise constante de todos estes e outros dados. Isso dará aos profissionais a visão holística do paciente abrindo inúmeras possibilidades para a prevenção e o tratamento assertivo de doenças.

03 – Blockchain
Também conhecido como o “protocolo da confiança” o sistema, hoje mais usado em transações financeiras, servirá para garantir a segurança dos dados entre médico e paciente, corpo clínico e planos de saúde, por exemplo. Atrelado ao Big Data, permitirá o arquivamento do histórico médico do paciente em um único lugar, sem que seja possível alterar os dados anteriores já armazenados (coibindo fraudes). A alimentação deste histórico não se dará apenas por prontuários médicos ou exames laboratoriais, mas até mesmo por aplicativos de bem-estar e dispositivos utilizáveis (weareable).
Entre os benefícios, está a possibilidade de acessar os dados de qualquer lugar do mundo, garantindo a segurança do atendimento dos pacientes durante suas viagens, por exemplo.

04 – Telemedicina
Regulada pelo American Telemedicine Association (ATA), por leis nacionais e reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina, a prática já é uma realidade em diversos países e seu uso cresce exponencialmente permitindo ações médicas à distância. Atualmente, vem sendo aplicada para a troca de informações e diagnósticos entre hospitais e profissionais da saúde, além de permitir
consultas online a pacientes que estão em áreas remotas ou distantes de grandes centros, diagnósticos, cirurgias em tempo real com o uso de robôs telecontrolados à distância, promoção da saúde, discussão de raros casos clínicos e até a Educação à Distância de profissionais da Saúde. Segundo informações divulgadas pela ATA, a Telemedicina agrega ainda a redução de custos no acesso à saúde além da ampliação da atuação médica.

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