HORA DE REFLETIR SOBRE O “NOVO NORMAL”

No ano de 2020, uma pandemia tomou conta de todo o mundo, nos lembrando a todo momento que 2019 tinha deixado um triste legado. O coronavírus se espalhou por todos os continentes. Não houve forma de contensão. Não existiu medida farmacológica eficaz. Países ricos e pobres se curvaram diante da imensa destruição causada.

As dores da COVID-19 foram sentidas não apenas nos corpos físicos. As economias ficaram de joelhos. A saúde mental foi profundamente abalada. As relações diplomáticas também. O otimismo do turismo global foi colocado de lado. Nem o mundo dos esportes se viu livre do histórico fato de remarcação de uma olimpíada.

As discussões foram acaloradas mundo afora. Políticos, gestores, demagogos e pessoas comuns tomaram posições. Eleições mostraram resultados dante inimagináveis.

Alguns ficaram ao lado da ciência, outros da magia. Estudos científicos ganharam as redes sociais com velocidade e, ao mesmo tempo, dualidade. O antagonismo beneficiou a qual interlocutor agradava mais.

Quando a sobrevivência e a proteção ficam ameaçados, já não consideramos algo como normal. A normalidade, portanto, seria a constituição de um padrão que assegura às pessoas que estão contidas nele uma certa proteção, segurança, continuidade, e, portanto, sobrevivência. O novo normal, na verdade, seria a proposta de um novo padrão que possa garantir nossa sobrevivência.

O mundo continua mudando. Tudo muda a todo momento. Este é o princípio da vida na Terra.

Está todo mundo repetindo o clichê: ‘o mundo não será como antes, existe um novo normal’.

Não temos que projetar o futuro do mundo como conhecíamos. Ele não existe mais. O desafio é projetar o futuro deste momento em constante transformação.

A chegada da tão divulgada vacina pode ser a chave transformadora. Ou foram nossas medidas adotadas? Enquanto não tivermos mais humanidade no tratamento entre os seres humanos, mais consciência coletiva na preservação do planeta e dos animais não teremos ultrapassado este difícil momento de nossa história.

As guerras, fome e pestes são marcos humanos evolutivos. Estávamos vivendo um período de relativa tranquilidade. Ou melhor, pelo menos disfarçada pelas diferenças sociais polarizantes.

Mas 2020 mostrou que essa diferença precisa ser melhor discutida, revista, pensada. Este sim é o “novo normal”. Precisamos de uma integração entre seres humanos e todos habitantes do planeta. Sem ela, teremos que buscar a vida em Marte mesmo. Ou melhoramos como espécie, ou todos juntos financiamos Elon Musk em busca da corrida espacial e preservação da espécie em outros lugares. Vale a reflexão…