Medicina de Emergência exige qualificação cada vez maior

Nos EUA, área já é a 13ª com melhor remuneração e a 2ª com maior índice de satisfação para os médicos. No Brasil, especialidade começa a conquistar espaço importante levando médicos a buscarem especialização e cursos de qualificação

Segundo um relatório de remuneração médica publicado pela Medscape neste ano, a Medicina de Emergência é a 13ª especialidade melhor remunerada nos Estados Unidos – US$ 353 mil. Ela ainda ocupa o 2º lugar em nível de satisfação e é a opção de 83% dos emergencistas entrevistados caso precisassem se especializar novamente. Atualmente, o país conta com mais de 160 programas de residência e forma cerca de mil médicos especialistas por ano. O contexto norte-americano, que já levou a rotina dos profissionais para séries como E.R. e Chicago Med, é o mais favorável no mundo, se transformando em um exemplo de sucesso que influencia positivamente o crescimento da área em outros países.

No Brasil, por exemplo, a Medicina de Emergência ainda parece ser novidade, mas o número de especialistas em plantões médicos no setor de emergência está aumentando na mesma proporção que gestores percebem o aumento no índice de sucesso nos tratamentos juntamente com uma maior organização do setor e redução de custos. As possibilidades em concursos públicos para especialistas em Medicina de Emergência também estão aumentando, como é o caso recente da Prefeitura de Olinda (PE) que abriu contratação para profissionais especialistas na área. Pelo menos dez estados brasileiros, já contam com programas de residência em Medicina de Emergência e, com um maior número de profissionais buscando a área, é natural que o mercado passe a exigir cada vez mais qualificação dos médicos.

Redefinindo o trabalho em plantões

A Medicina de Emergência, reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em 2015, é uma especialidade capaz de treinar profissionais e desenvolver neles habilidades para atendimentos de pacientes graves, sem que sejam negligenciados. Para que exerçam a prática com excelência, os médicos precisam buscar qualificação e desenvolver habilidades pontuais.

A especialidade possibilita o conhecimento de técnicas de avaliação, atendimento inicial e tratamento, além de atribuições multidisciplinares necessárias para os médicos socorristas. Ela também deixa de lado velhos conceitos, como de profissionais que passam por plantões em apenas algum momento da carreira, e abordagens estudadas de forma genérica durante a graduação. Com a Medicina de Emergência, o profissional passa a entender o que o paciente precisa, não o que ele “tem”, e aprende a tomar decisões sem se pautar na objetividade.

Os profissionais da Medicina de Emergência são treinados, na especialização, para atender a casos críticos em ambiente intra e pré-hospitalar, vítimas de trauma ou não e a realizar procedimentos invasivos. Assim, ele não é só o médico que trabalha num pronto-socorro, é aquele que presta o melhor atendimento com base em seus estudos e na rotina de trabalho.

A qualificação na área é tão benéfica que amplia o campo de atuação para os médicos: ele não precisará atuar exclusivamente nas alas de emergência, mas poderá vislumbrar cargos de gerência, coordenação ou chefia em hospitais quanto maior for seu pioneirismo e atualizações constantes para qualificação profissional.

É fato que essa ainda recente área de atuação médica tem redefinido o conceito do trabalho em plantões de emergência e prontos-socorros o que consolida uma luta de duas décadas e impulsiona seu crescimento.

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