O que acontece quando uma pessoa sofre TCE (traumatismo cranioencefálico)?

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traumatismo cranioencefálico

TCE, traumatismo cranioencefálico, é uma lesão física no tecido cerebral que incapacita a função desse órgão — temporária ou permanentemente. É uma lesão muito comum nas emergências.

Por isso, é de fundamental importância o reconhecimento dos sinais de gravidade e seu adequado manejo, devido à alta taxa de morbidade e mortalidade associado a esse mecanismo de lesão. O TCE é causa comum de mortes ou deficiência, e pode acontecer por causa de quedas, acidentes com veículos, agressões ou concussões relacionadas com esportes. 

Neste artigo, relacionamos alguns tópicos relacionados a esse trauma, que é tema importante na formação do médico. Continue a leitura.

Traumatismo cranioencefálico: tipos de lesões

Do ponto de vista médico, dois problemas objetivos: 

O primeiro, relacionado à lesão primária, ou seja, a área que foi lesada diretamente com o acidente ou trauma. Por exemplo, uma paulada na região occipital pode lesar o cérebro desta porção e consequentemente atrapalhar a visão, já que nesta área fica a área responsável por isso. 

O segundo tem relação com a lesão secundária, ou seja, as lesões posteriores, como o edema cerebral e alterações do fluxo sanguíneo cerebral, que acabam comprometendo outras áreas

Com o aumento a PIC (pressão intracraniana) o cérebro passa a sofrer como um todo e isso pode agravar o quadro. Por isso as recomendações de repouso e observação criteriosa do paciente que sofreu um TCE. Além disso, também existem as lesões da medula, comumente associadas à lesão da coluna, comuns nos politraumatismos.O traumatismo cranioencefálico pode ser aberto ou fechado.

No primeiro caso há penetração no crânio, como a entrada de uma bala de arma de fogo. No segundo caso, o trauma é causado pelo impacto e movimento de aceleração e desaceleração do cérebro, como em acidentes automotores. 

Os TCEs podem ser classificados como leves, moderados ou graves. Para isso são considerados os resultados de avaliação médica, de acordo com o quadro e a capacidade de o paciente atender a comandos, como se comunicar, mover membros ou abrir os olhos.

O diagnóstico e tratamento de traumatismo cranioencefálico

O diagnóstico é confirmado por imagens (TC primeiramente). Por sua vez, o tratamento é feito por meio de suportes respiratórios e manutenção de ventilação adequada, pressão arterial (PA) e oxigenação. 

Ainda assim, em pacientes com lesões mais graves é preciso, muitas vezes, fazer cirurgia. Ao passo que isso acontece, são colocados monitores para medir a elevação da pressão intracraniana, descomprimir o cérebro caso a pressão estiver aumentada ou remover hematomas.

Além disso, a perfusão e a oxigenação cerebral são importantes nos primeiros dias. Do mesmo modo, é importante prevenir complicações de alteração do sensório. 

Sintomas

O traumatismo leve pode causar disfunções temporárias, como:

  • confusão mental;
  • perda de consciência;
  • vertigem;
  • distúrbios do sono;
  • problemas relacionados a memória e atenção;
  • alterações de comportamento;
  • alterações de equilíbrio.

Já traumatismos mais severos podem causar, além dos sintomas acima descritos:

  • déficits motores e sensoriais;
  • problemas cognitivos;
  • convulsões;
  • problemas:
    • de comunicação;
    • de comportamento;
    • emocionais.

O que fazer quando chega um paciente com TCE no plantão?

O TCE é rotina nas emergências, por isso tem que ser classificado considerando os fatores de risco, pois isso é imprescindível para que o manejo seja adequado à gravidade de cada caso. 

Por isso, quando chegar um paciente com TCE no plantão, a primeira coisa a ser lembrada é que ele deve ser submetido ao ABCDE do trauma — a prioridade é prevenir lesões secundárias. 

Como no trauma o que mata rapidamente é a apneia, a primeira coisa a fazer é analisar o padrão respiratório do paciente e verificar a permeabilidade das vias aéreas. 

O passo seguinte é a pontuação do paciente na Escala de Coma de Glascow (GCS) — que, inclusive, foi revisada — pois, a partir disso é que será direcionado o manejo desse paciente. 

Esperamos que nosso conteúdo tenha sido útil e que você tenha gostado!

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