PRONTUÁRIO FÍSICO OU ELETRÔNICO? QUAL A MELHOR OPÇÃO?

A tecnologia antes tímida na área médica, chegou para ficar. Desde que aprovada a Lei da Telemedicina, autorizando principalmente a tão esperada teleconsulta, mesmo que em caráter emergencial e enquanto durar a pandemia do coronavírus, muito se ouviu falar em prontuário eletrônico.

O prontuário eletrônico acaba sendo muito prático, versátil e seguro, tanto para o médico, quanto para o paciente, eis que, além de evitar eventual quebra do sigilo médico por extravio do documento, evita que alguns acidentes como um incêndio, por exemplo, o destruam.

Sabemos que, muitas vezes um prontuário eletrônico pode não funcionar muito bem em grandes estabelecimentos de saúde, com alta rotatividade de pacientes, mas sim, acreditamos que seja o futuro da medicina, não só a teleconsulta, telemonitoramento, teleorientação, mas também os documentos dos pacientes na forma eletrônica.

Caso opte por prontuários eletrônicos, é importante lembrar que, os mesmos registros feitos em papel, devem ser feitos também de forma eletrônica, isso quer dizer que, as recomendações para os prontuários físicos, são as mesas para os eletrônicos (PEP), são elas:

  • identificação completa do paciente;
  • anamnese;
  • exame físico;
  • hipóteses diagnósticas;
  • diagnóstico definitivo (se houver);
  • tratamento efetuado (se houver).

Além disso, não podemos esquecer, que toda documentação referente ao paciente, também deve ser anexada no prontuário médico eletrônico, portanto, se os exames realizados no paciente foram impressos, devem ser digitalizados e/ou requeridos de forma digital, para serem armazenados no prontuário digital.

A grande vantagem do prontuário eletrônico, é a garantia de que não haverá extravio/furto ou qualquer outro problema relacionado a documento físico, como por exemplo, dificuldade de espaço para armazenamento, já que o Conselho Federal de Medicina estabelece o prazo mínimo de 20 (vinte) anos, a partir do último registro, para a preservação de prontuários físicos.

Outra exigência para prontuários eletrônicos, é que eles devem possuir certificação padrão ICP-Brasil para ser considerado válido. Ela é usada para garantir segurança e confirmar a validade de documentos eletrônicos. Dessa forma, os profissionais terão que inserir as informações no prontuário e assinar de forma digital, com certificação homologada pelo Conselho Federal de Medicina.

Portanto, para decidir se mantém a utilização do prontuário físico ou se investe em prontuário eletrônico, você deve, primeiramente, analisar os prós e contras, bem como a situação e disponibilidade do seu consultório/clínica ou estabelecimento de saúde, uma vez que você desembolsará alguma quantia para compra de espaço de armazenamento (nuvem), certificação digital e, provavelmente mais dispositivos eletrônicos para inserção dos dados dos pacientes.

Lembre-se que, para confecção de qualquer documento médico, consulte sempre um advogado especialista na área para te orientar.

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